
Um grande crime ambiental está prestes a ser cometido no litoral baiano, sem divulgação, sem alarde. O governo baiano anunciou, no início deste ano, a construção de um porto internacional para escoamento de minério de ferro e um novo aeroporto no litoral entre Ilhéus e Itacaré – em plena Área de Proteção Ambiental (APA) da Lagoa Encantada.
Essa região foi objeto de um estudo do New York Botanical Gardens e do Centro de Pesquisa da Lavoura Cacaueira (CEPLAC), que ali encontraram a floresta com maior biodiversidade do mundo – mais de 450 espécies arbóreas por hectare!
Além de árvores, a região hospeda muitas espécies ameaçadas de extinção, como o macaco prego de peito amarelo (Cebus xanthosternos), mutum do nordeste (Mitu mitu mitu) e a preguiça de coleira (Bradypus torquatus).
Agora, querem construir lá uma ferrovia, minérioduto, retroporto e aeroporto. O receio dos ambientalistas é de que as áreas protegidas e a economia do turismo sejam comprometidas irreversivelmente pela nova lógica de povoamento da costa – o que inclui imensa área de beneficiamento de minério de ferro, similar ao que ocorre na Grande Vitória, propagando fuligem mineral em um raio de 30 quilômetros.
O mais grave: sem estudo de impactos ambientais, o governo decretou como utilidade pública área de 1780 hectares para minerioduto e retroporto. O aeroporto consumiria mais 700 hectares em plena Área de Proteção Ambiental da Lagoa Encantada, sobre remanescentes florestais e ao lado de povoados de pescadores artesanais, a exemplo Areias, Juerana e Ponta da Tulha.
Denominado Porto Sul, o projeto contempla recursos de R$ 4 bilhões e, segundo o anúncio oficial, envolve aeroporto internacional, ferrovia Oeste Leste, minérioduto, retroporto, e uma nova zona industrial. O concreto agora é o escoamento do minério de ferro de Caetité para a China. A cidade, mais conhecida na Bahia pela produção de urânio, estaria sendo conectada a Ilhéus através de parceria público privada com a Bahia Mineração Ltda.
O Diário Oficial do dia 19 de março anunciou a abertura de 10 mil empregos. Em 4 de janeiro, o governo criou um GT entre as secretarias do governo para gerar um estudo preliminar, capaz de selecionar áreas potenciais para a construção do porto.
A primeira apresentação dos estudos, há um mês, indicou que a melhor área fica a 20 quilômetros da cidade de Ilhéus, ao lado de uma imensa lagoa natural, conhecida como Lagoa Encantada. O mirante de Serra Grande seria impactado pela nova imagem, com um porto em alto mar e grandes navios ao seu lado.
Este projeto é um absurdo! Tudo foi feito na surdina e impactará uma das regiões mais bonitas do Brasil, sem falar do fato que a Mata Atlântica do Sul da Bahia é um dos ecossistemas mais ameaçados do mundo.
Será que o desenvolvimento vale tanto? Será que nada mais é sagrado? Será que gerações futuras não podem receber de nós áreas preservadas, intactas? Será que tudo deve ser permitido em nome do “desenvolvimento econômico”?
Essa região foi objeto de um estudo do New York Botanical Gardens e do Centro de Pesquisa da Lavoura Cacaueira (CEPLAC), que ali encontraram a floresta com maior biodiversidade do mundo – mais de 450 espécies arbóreas por hectare!
Além de árvores, a região hospeda muitas espécies ameaçadas de extinção, como o macaco prego de peito amarelo (Cebus xanthosternos), mutum do nordeste (Mitu mitu mitu) e a preguiça de coleira (Bradypus torquatus).
Agora, querem construir lá uma ferrovia, minérioduto, retroporto e aeroporto. O receio dos ambientalistas é de que as áreas protegidas e a economia do turismo sejam comprometidas irreversivelmente pela nova lógica de povoamento da costa – o que inclui imensa área de beneficiamento de minério de ferro, similar ao que ocorre na Grande Vitória, propagando fuligem mineral em um raio de 30 quilômetros.
O mais grave: sem estudo de impactos ambientais, o governo decretou como utilidade pública área de 1780 hectares para minerioduto e retroporto. O aeroporto consumiria mais 700 hectares em plena Área de Proteção Ambiental da Lagoa Encantada, sobre remanescentes florestais e ao lado de povoados de pescadores artesanais, a exemplo Areias, Juerana e Ponta da Tulha.
Denominado Porto Sul, o projeto contempla recursos de R$ 4 bilhões e, segundo o anúncio oficial, envolve aeroporto internacional, ferrovia Oeste Leste, minérioduto, retroporto, e uma nova zona industrial. O concreto agora é o escoamento do minério de ferro de Caetité para a China. A cidade, mais conhecida na Bahia pela produção de urânio, estaria sendo conectada a Ilhéus através de parceria público privada com a Bahia Mineração Ltda.
O Diário Oficial do dia 19 de março anunciou a abertura de 10 mil empregos. Em 4 de janeiro, o governo criou um GT entre as secretarias do governo para gerar um estudo preliminar, capaz de selecionar áreas potenciais para a construção do porto.
A primeira apresentação dos estudos, há um mês, indicou que a melhor área fica a 20 quilômetros da cidade de Ilhéus, ao lado de uma imensa lagoa natural, conhecida como Lagoa Encantada. O mirante de Serra Grande seria impactado pela nova imagem, com um porto em alto mar e grandes navios ao seu lado.
Este projeto é um absurdo! Tudo foi feito na surdina e impactará uma das regiões mais bonitas do Brasil, sem falar do fato que a Mata Atlântica do Sul da Bahia é um dos ecossistemas mais ameaçados do mundo.
Será que o desenvolvimento vale tanto? Será que nada mais é sagrado? Será que gerações futuras não podem receber de nós áreas preservadas, intactas? Será que tudo deve ser permitido em nome do “desenvolvimento econômico”?
Nenhum comentário:
Postar um comentário