segunda-feira, 28 de julho de 2008

Pinacoteca do Estado de São Paulo - Um passeio imperdível!

Fachada da Pinacoteca do Estado de São Paulo.
Praça da Luz onde se localiza a Pinacoteca.
Tela de Manabu Mabe (1924-1997).Tela de Massao Okinaka (1913-2000). Sala das telas em óleo, pinturas com detalhes de rara beleza.
Maquete da Pinacoteca.
"Fonte das Nanas" Niki de Saint Phalle - escultura chafariz em poliéster pintado a mão 1974-1991.
Obra de Nicolas-Antoine Taunay que foi um dos artistas que vieram ao Brasil em 1816, durante a estada da família real portuguesa no país, para a chamada Missão Artística Francesa, projeto que consistia em ensinar artes plásticas no Rio de Janeiro. Taunay.
O Torso -Auguste Rodin (1840-1917)
Obra da arte japonesa em exposição temporária. Sala das esculturas com obras de Victor Brecheret e Rafael Galvez entre outros, é um espaço imperdível.
Saudade - Óleo sobre tela 1899, Almeida Júnior (1850-1899).
Sala das telas em óleo - exposição permanente.

A Pinacoteca do Estado de São Paulo é uma instituição cultural brasileira subordinada à Secretaria da Cultura do estado de São Paulo. Um dos mais importantes museus de arte do país, a Pinacoteca reúne em seu acervo mais de seis mil obras, entre pinturas, esculturas, colagens, desenhos, tapeçarias, porcelanas e louças. A coleção abrange, majoritariamente, a história da pintura brasileira entre os séculos XIX e XX.
A história da Pinacoteca do Estado de São Paulo se confunde com a do Liceu de Artes e Ofício de São Paulo, criado em 1873 por Leôncio de Carvalho como Sociedade Propagadora da Instrução Popular, associação educacional privada fundada com apoio da maçonaria, destinada às classes trabalhadoras do campo e da cidade. Após uma reforma curricular e sucessivos apoios estatais, a Sociedade passa a se chamar Liceu de Artes e Ofícios em 1882, com o objetivo de ministrar gratuitamente conhecimentos necessários ao comércio, à agricultura, às indústrias, formando profissionais para trabalhar nas construções que se erguiam em ritmo acelerado na cidade de São Paulo.
Mas é em 1895
, quando dirigida pelo engenheiro ramos de Azevedo, que a escola conhece uma reforma mais ampla, com a inclusão das "artes e ofícios", de acordo com o plano do engenheiro de criar as bases de uma futura Escola de Belas Artes de São Paulo. Nessa fase também se inicia a construção de um novo edifício para servir de sede à instituição, parcialmente concluído em 1900, quando começam a funcionar alguns cursos de instrução primária e artística. O prédio, projetado por Ramos de Azevedo e Domiciano Rossi, seu principal colaborador, tem estilo monumental em forte consonância com os princípios do neo-renascentismo italiano.
Em 14 de novembro de 1905
, com o apoio do poeta e mecenas Freitas Valle, do político Sampaio Vianna, do engenheiro Adolpho Pinto, e do próprio Ramos de Azevedo, é inaugurada a Pinacoteca do Estado de São Paulo, o primeiro museu de artes plásticas da capital paulista.
O acervo inicial do museu conta com 59 obras de artistas consagrados do Rio e de São Paulo - entre os quais Antônio Parreiras, Benedito Calixto, João Batista da Costa, Pedro Alexandrino, Oscar Pereira da Silva, Eliseu Visconti e Almeida Júnior - parte delas pertencentes ao acervo do Museu Paulista e transferidas à Pinacoteca. Até os anos 1930, esse acervo é ampliado em função de doações privadas e aquisições do Estado. Obras dos artistas pensionistas no exterior - como Victor Brecheret, Anita Malfatti, Wasth Rodrigues, Túlio Mugnaini, entre outros -, passam a integrar a coleção do museu, de acordo com as regras do Pensionato Artístico do Estado de São Paulo. Com a criação do Salão Paulista de Belas Artes, em 1934, por sua vez, as obras contempladas com o "prêmio aquisição" passam à Pinacoteca. Quando das exposições de arte espanhola e francesa, as primeiras obras internacionais se integram ao acervo.
De meados de 1993 até fevereiro de 1998, a Pinacoteca do Estado passou por uma grande reforma, orçada em aproximadamente R$ 10 milhões, para adaptar-se aos padrões museológicos internacionais. O projeto da reforma é de autoria de Paulo Mendes da Rocha, com o qual o arquiteto ganhou o prêmio internacional Mies van der Rohe em junho de 2000. Em 1992, Emanoel Araújo, escultor baiano, assumiu a direção da Pinacoteca com o projeto de reascender a atenção voltada para o Centro. Por isso, durante a reforma do prédio, mudou-se a entrada do museu, a princípio localizada na Avenida Tiradentes, para ter sua face voltada para a Estação da Luz. Com a nova estrutura, transformou-se em um dos melhores locais para grandes exposições no Brasil e passou a receber grandes exposições, dentre as quais merece destaque a do escultor francês Auguste Rodin, que levou ao museu mais de 150.000 pessoas.
O prédio, é formado por três pavimentos, com dois pátios internos de modo a garantir ventilação e iluminação. No centro, primeiro piso, localiza-se o saguão central, com altíssimo pé-direito e janelas voltadas para o interior, que prevê uma cúpula, nunca concluída. Na construção foram empregados materiais importados como pinho-de-riga e cerâmica francesa. No projeto, os engenheiros idealizaram a integração entre o edifício e o Jardim da Luz, pelo recurso às varandas laterais e às janelas que dão para o parque. O edifício, no entanto, nunca foi concluído, como atestam os tijolos expostos na fachada e nos pátios internos e na ausência da já referida cúpula, que constava do projeto original.
Entre as mais de seis mil obras mantidas pela instituição, estão pinturas, esculturas, desenhos, gravuras, fotografias, tapeçarias, objetos de arte decorativa e um seleto conjunto de imaginária do período colonial, capazes de fornecer um amplo panorama da arte nacional.
No segmento referente ao
século XIX, certamente o núcleo mais consistente e importante da instituição, é possível entrar em contato com a maior coleção de obras de Almeida Júnior. Entre paisagens, retratos e cenas de interior, sobressaem as célebres obras Caipira Picando Fumo, Saudade e Leitura. As naturezas-mortas de Pedro Alexandrino ocupam uma sala inteira, onde se destacam Cozinha na Roça, Peru Depenado e Aspargos. Há ainda paisagens de Antônio Parreiras e Benedito Calixto, como a Baía de São Vicente; pinturas históricas e cenas de gênero de Oscar Pereira da Silva (Hora de Música e Infância de Giotto), retratos de Bertha Worms e Henrique Bernardelli, a tela Maternidade, de Eliseu Visconti, obras de Castagneto, João Batista da Costa e Pedro Weingärtner, entre muitos outros. A coleção tem especial importância ainda pelo destacado número obras de pintores acadêmicos paulistas.
A despeito de sua ênfase na
arte acadêmica, o acervo conta com diversas obras de artistas modernistas, como Victor Brecheret, Tarsila do Amaral, Lasar Segall, Anita Malfatti, Cândido Portinari, Di Cavalcanti, Clóvis Graciano, Francisco Rebolo e Túlio Mugnaini. Ao longo do século XX, incorporou também obras abstracionistas de distintas extrações - Waldemar Cordeiro, Samson Flexor, Arcângelo Ianelli -, além de trabalhos contemporâneos, como os de Nuno Ramos, Paulo Monteiro e Paulo Pasta.
Complementam a coleção um significativo núcleo de pinturas oitocentistas européias e de esculturas francesas, com destaque para o conjunto de nove bronzes de
Auguste Rodin (Torso da Sombra, Bacanal, Gênio do Repouso Eterno) e outras obras de Aristide Maillol, Medardo Rosso, Antoine Bourdelle e Niki de Saint Phalle.
Recentemente, o museu recebeu em regime de comodato uma importante doação: a
coleção José e Paulina Nemirovsky. Trata-se de uma das mais importantes coleções de arte moderna brasileira, reunindo obras-primas de alguns dos mais destacados artistas nacionais, como Tarsila do Amaral (cinco telas, entre elas Antropofagia), Anita Malfatti, Victor Brecheret, Lasar Segall, Ismael Nery, Flávio de Carvalho e Vicente do Rego Monteiro. A coleção pode ser vista em exposição permanente na Estação Pinacoteca.
O museu também é depositário da
Coleção Brasiliana da Fundação Estudar. São aproximadamente trezentas peças de brasiliana (estudos científicos, artísticos e etnográficos feitos por artistas estrangeiros), produzidas a partir do século XVII, que podem ser vistas em exposições rotativas na Pinacoteca. Em virtude das comemorações do centenário da imigração japonesa, a Pinacoteca do Estado exibiu recorte de seu acervo até 27/7, com obras de artistas como Manabu Mabe (1924 - 1997), Flávio Shiró e Tomie Ohtake cujas obras abrangem gravuras, pinturas, esculturas, muitas delas expostas em locais públicos, principalmente em São Paulo. Visitar a Pinacoteca é um excelente programa. O horário de funcionamento é de terça à domingo das 10:00 às 18:00 horas, e o ingresso custa R$ 4,00. Professores e estudantes da rede pública não pagam. A Pinacoteca está localizada na Praça da Luz, 2 Jardim da Luz (Estação da Luz).
Neste mês de julho o Diretor Presidente da Cooperbom Turismo Cel. Winston Meireles e Maria Morais estiveram em visita ao acervo da Pinacoteca e garatem que é uma visita que pede um eterno retorno, como se nunca acabasse o que há para olhar. Só o acervo já vale essa viagem, não há elogios que bastem para a galeria que se forma num pequeno recorte do que se encontra na coleção da Pinacoteca.
Nesta oportunidade, lembramos a todos que apreciam a arte e que desejam aprender a ter um novo olhar sobre este universo maravilhoso, que no próximo mês de agosto estaremos oferecendo o curso de curta duração em História da Arte. Inscrições na secretaria da Cooperativa das 14 às 18 horas, as vagas são limitadas.

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