quarta-feira, 4 de junho de 2008

Santiago de Compostela

O CAMINHO DE SANTIAGO, pelo Caminho Real Francês, consiste em caminhar durante, aproximadamente 30 dias, da cidade de Saint Jean Pied de Port [1] na fronteira da França para a cidade de SANTIAGO DE COMPOSTELA. Uma distância aproximada de 775 quilômetros. A tradição do CAMINHO DE SANTIAGO como uma das maiores rotas de peregrinação do Ocidente, desde a Idade Média, está cada dia mais viva. Ao longo das centenas de quilômetros de Caminho que cortam toda a Europa até chegar em Santiago de Compostela, o peregrino moderno se depara com paisagens fantásticas, obras medievais como castelos, mosteiros, catedrais góticas, românicas, cidades amuralhadas e até mesmo antiqüíssimas aldeias celtas. O Caminho de Santiago foi declarado Conjunto Histórico Artístico em 1962 e a cidade de Santiago de Compostela foi reconhecida pela UNESCO como 'Patrimônio da Humanidade' em 1992. Segundo a tradição, o apóstolo Tiago (filho de Zebedeu, irmão de João Evangelista), após a crucificação de Jesus Cristo, passou seis anos pregando o Evangelho na região da Espanha. Retornou à Palestina e lá foi decapitado, a mando de Herodes, no ano 44. Centenas de anos mais tarde, provavelmente em 813, o bispo da região da Galícia, D. Teodomiro foi informado da ocorrência de um milagre, nos campos da Via Ária (atual região galega). Segundo os relatos, uma estrela fixa iluminava o local do sepulcro. O bispo mandou investigar e, após as escavações, foi descoberto o jazigo com o nome do Apóstolo Tiago.
Tiago 'Maior", como era conhecido, transformou-se num "símbolo vivo” da resistência cristã aos ataques muçulmanos no território espanhol. O "Campus Stellae", que inspirou Compostela, foi imediatamente resguardado pela Igreja Católica. A mando do Rei Alfonso II, "o Casto", foi construído um pequeno templo para a proteção da tumba apostólica. Porém, em 997, o templo foi incendiado pelos muçulmanos. Desta vez, o rei Afonso III ergueu um novo templo, muito maior do que a capela de pedras construída no reinado de Afonso II. Santiago, então, consolidou-se como um dos três centros de peregrinação Cristã na Europa, junto com Jerusalém e Roma. Por todos esses séculos, a Catedral de SANTIAGO DE COMPOSTELA passou por uma série de ampliações arquitetônicas. O primeiro registro oficial sobre os caminhos dos peregrinos compostelanos data de 1131. Naquele ano, sob encomenda do Papa Calixto II, o sacerdote francês Aymeric Picaud escreveu o primeiro guia de acesso a Santiago. O "Códice Calixtini" (ou "Liber Sancti Jacobi") foi a primeira publicação a ratificar o Caminho para Compostela e descrever todos os passos do trajeto "iniciático" à cidade santa.

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