terça-feira, 23 de setembro de 2008

EMANCIPAÇÃO DO CORPO DE BOMBEIROS DA BAHIA


O Corpo de Bombeiros da Bahia está em mobilização para conscientizar a população para a importância deste movimento cujo maior objetivo é a busca de um melhor serviço público do Corpo de Bombeiros para a Bahia, o que somente será vislumbrado com a emancipação e a aprovação do Código de Prevenção de Incêndio e Pânico, para assegurar a autonomia administrativa orçamentária e financeira, de uma nova Organização de Corpo de Bombeiro Militar, profissional com formação fundamentalmente de Bombeiro, baseada em uma doutrina Bombeirística.
O movimento conclama a todos a lembrar a sensação de quando não são bem supridos em seu direito referente a um serviço público.
Segundo o movimento, hoje o Corpo de Bombeiros não tem uma estrutura que preste um serviço de qualidade, nem para os Bombeiros, nem para o policial militar, nem para qualquer cidadão.
A emancipação colocará a corporação da Bahia na relação das Corporações de Bombeiros do nosso imenso Brasil, somando hoje 22 corporações independentes.
O Corpo de Bombeiros do Estado do Rio Grande do Norte é um exemplo, atualmente vive uma fase de extraordinária mudança em sua estrutura organizacional. Após um longo período de sonhos e planos por uma instituição moderna e eficiente, a cada dia aproxima-se um horizonte vislumbrado pelos olhos esperançosos de cada bombeiro, que há quase meio século faz do seu labor não apenas uma profissão, mas um sacerdócio de solidariedade.
O desenvolvimento organizacional é uma resposta à mudança, uma complexa estratégia educacional que tem por finalidade mudar as crenças, as atitudes, os valores e a estrutura das organizações, de modo que elas possam adaptar-se melhor aos novos mercados, tecnologias e desafios e ao próprio ritmo vertiginoso das mudanças.
Para os Bombeiros, fazer parte da Polícia Militar é motivo de honra e orgulho pois será sempre a célula mater, instituição séria e organizada, firmada sobre os sólidos pilares da hierarquia e da disciplina. Desde a criação do Corpo de Bombeiros em nosso Estado, a Polícia Militar sacrificou parte do seu efetivo, selecionando-os sempre entre os mais dedicados e valorosos, confiando-lhes o mister de uma missão altamente qualificada, onde o risco à própria vida está presente a cada nova ocorrência.
A emancipação representa para o Corpo de Bombeiros tal como a maioridade de um filho, que deixa a casa dos pais para constituir uma nova família. A autonomia administrativa é um passo imprescindível para uma instituição que precisa crescer para ocupar o seu verdadeiro lugar na sociedade.
"Quem nunca teve o sonho de ser um bombeiro?", aquele que salva, protege e enfrenta o perigo por quem precisa de ajuda.

Para conhecer o trabalho e benefício à população de outras unidades do Brasil após a emancipação, acesse os sites:



Um comentário:

Anônimo disse...

O texto acima esta bem escrito, claro e aufêmico.


Estamos passando por um momento decisivo para o Corpo de Bombeiros e a sociedade baiana. Caso não aja uma forte mobilização política e social para a aprovação do código de incêndio e pânico e da autonomia financeira-administrativa do CB, o estado da Bahia figurar-se-á os piores patamares de segurança contra incêndios, serviços de salvamento e assistência bomberística do Brasil. Existe uma forte tendência do não desvencilhamento da PMBA, sobretudo, pelo marketing e pelo aspecto financeiro, porém muito mais financeiro. A gestão financeira de segurança contra incêndios é muito significativa e vultosa em virtude da própria natureza das ações. As verbas são Federais (SENASP) e Estaduais destinadas exclusivamente ao CB, no entanto são geridas pelos Departamentos Financeiro e de Apoio Logístico da PMBA, por sua vez, os mesmos, redistribuem para necessidades Policiais Militares, do outro lado, os Grupamento de Bombeiros Militares se vêem renegados ao tempo, sem treinamento, equipamentos de proteção individual e munidas de uma estrutura física totalmente aquém ás mínimas estabelecidas internacionalmente. De certo que foram adquiridos algumas viaturas por intermédio do “obscuro” projeto “expansion. Esse projeto hispano brasileiro é um perfeito exemplo da ingerência da PMBA nos recursos, também se originou objetivamente para a modernização do CB, tomando direcionamentos diversos, por exemplo na aquisição de helicópteros para o Grupamento aéreo da PMBA. Uma organização não se colorará na vanguarda da modernização senão pensar no fomento de habilidades, competências, bem-estar, cientificidade e valorização profissional (pessoal e institucional). Ainda sobrevivemos com números quantitativos como do 7ºGBM – Vitória da Conquista – 65 bombeiros, porém somente 15 estão disponíveis diariamente para a demanda de uma das maiores cidades do estado com cerca de 320.000 habitantes. Será que é necessário ocorrer um grande desastre com muitas vítimas fatais para a sociedade se mobilizar e exigir de seus representantes uma posição a favor da reestruturação e autonomia do Corpo de Bombeiros a fim de instituir uma verdadeira pretação de um serviço de assistência a Vida e ao Patrimonio e sair de uma vez por todas desse mundo de faz de contas.